domingo, 12 de setembro de 2010

George Leary Love e sua arte-cidade-natureza










O artista George Love (1937-1995), fotógrafo, professor e curador do Museu de Arte de São Paulo e editor de revistas de fotografia nos anos 70 e 80, desempenhou papel importante como formador de uma nova geração de profissionais da fotografia e artistas, mas permanece quase desconhecido pelo público. Estudou matemática aplicada, filosofia e economia na New York School for Social Research, mas decidiu-se pela fotografia já em 1963, quando tornou-se, com Minor White e Paul Caponigro, um dos fundadores da The Association of Heliographers. Transferiu-se para o Brasil em 1966 e foi viver em São Paulo, onde integrou a equipe de fotógrafos da revista Realidade. Trabalhou ainda nos quatro anos seguintes para outras publicações da editora Abril, como Claudia e Quatro Rodas. Publicou os livros Amazônia [em parceria com Cláudia Andujar] e Water (1978); São Paulo Anotações (1982); e Alma e Luz (1995). Teve também importante papel na consolidação da fotografia de expressão pessoal no Brasil, como editor das revistas Novidades Fotoptica (1970) e Revista de Fotografia (1971/1973), e coordenador no laboratório e cursos do Museu da Arte de São Paulo, entre 1970 e 1980. O São Paulo Anotações dialoga com seu trabalho de restauração do acervo de imagens da Eletropaulo (publicado em São Paulo Registros). Em paralelo, o fotógrafo documentou a bacia amazônica como uma forma de mostrar o “outro lado” do desenvolvimento industrial brasileiro. Love ressaltava em entrevistas a necessidade de se promover uma fotografia paisagística no país, que serviria como estímulo à preservação da natureza. A preocupação ambientalista e a documentação (autoral e profissional) da metrópole e da Amazônia fazem parte da relação arte-cidade-natureza que ele estabeleceu durante toda sua vida.

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