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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Face a face










Pierre Gonnord
http://www.pierregonnord.com/menu.htm

"Eu escolho os meus contemporâneos no anonimato das grandes cidades porque os seus rostos narram, por baixo da pele, histórias singulares e insólitas sobre a nossa época. Algumas vezes hostis, quase sempre frágeis e muito frequentemente feridos por trás da opacidade de suas máscaras, eles representam realidades sociais específicas e, por vezes, outro conceito de beleza".

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Encruzilhadas








Valerie Jouve
http://www.valeriejouve.com/


A encruzilhada é (...) o lugar de encontro com os outros, tanto exteriores como interiores. É um local privilegiado para as emboscadas: exige atenção e vigilância. E se nas encruzilhadas costuma estar tanto a tríplice Hécate quanto o Hermes psicopompo, é para indicar-nos que devemos escolher -- para nós e em nós -- entre o céu, a terra e os infernos. Na verdadeira aventura humana, a aventura interior, não encontramos senão a nos mesmos na encruzilhada: nossa esperança era a de uma resposta definitiva, mas diante de nós somente novos caminhos, ovos obstáculos, novas vias que se abrem. A encruzilhada não é um terminal, mas apenas um ponto de repouso ou de parada, um convite para que se vá mais além. Pára-se numa encruzilhada só quando se deseja atuar sobre os outros, para o bem ou para o mal, ou quando se constata a própria incapacidade de escolher por si mesmo: neste caso a encruzilhada passa a ser o o lugar da meditação e da espera, mas não da ação. No entanto, ela também é o lugar da esperança: o caminho seguido até aqui não  estava obstruído; cada nova encruzilhada oferece uma nova possibilidade de escolher o caminho certo. Com uma única ressalva: as escolhas são irreversíveis. (Chevalier, p.370).


Chevalier, J. Dicionário de Símbolos: mitos, sonhos, costumes, gestos, formas, figuras, cores e números. Rio de Janeiro: José Olympio. 1989.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Faces do silêncio





















Christophe Agou
http://www.christopheagou.com/


"Incomunicação é um outro nome para as rupturas que azedam as relações e inviabilizam a interatividade humana. É um fenômeno ligado, certamente, à exaustão, ao estresse, à indiferença, à redundância e à apatia em relação às diferenças, à alteridade, aos conflitos e impossibilidades de todas as espécies que ameaçam a compreensão e o entendimento. Está também intimamente ligada a algumas formas brandas de loucuras de desvios psíquicos suportáveis ou socialmente toleráveis.
Em quaisquer dessas possibilidades, sua instauração reacende o pânico da solidão em meio a ambientes socializados e tecnologicamente civilizados, tornando "perigosos aqueles que podem sobreviver". Esse perigo torna-se iminente quando a competência humana de administrar as inter-relações entre as dimensões biológica, social e cultural da vida se afrouxa, embaralhando paradigmas entre os extratos da realidade na qual vivemos e convivemos". (Iasbeck, p.35).


Iasbeck, Luiz Carlos. A incomunicabilidade da loucura. in Os Meios da Incomunicação. Org. Baitello, N. & Contrera, M.& Menezes, J.E. São Paulo: Anablume. 2005.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Cenas intermediárias










Jonathan Abbou
http://jonathanabbou.free.fr/rubrique.php3?id_rubrique=3



Eros não é um deus, não é belo, nem bom, nem é mortal, não é feio nem mau; nem imortal nem mortal. Eros é daímona, intermediário entre deuses e homens. Qual sua origem? (...) Eros é desejo: carência em busca de plenitude. Ama o bem, pois amar é desejar que o bem nos pertença para sempre; Eros cria nos corpos o desejo sexual e o desejo de procriação, que imortaliza os mortais. O que o Amor ama nos corpos bons? Sua beleza exterior e interior (...). (Chauí, p.162)

CHAUÍ, Marilena. Introdução à história da filosofia. Dos pré-socráticos a Aristóteles. Vol. 1. SP: Brasiliense, 1994