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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Olhar francês












Marcel Gautherot
http://pt.wikipedia.org/wiki/Marcel_Gautherot

O que genericamente se pode chamar de sociologia visual encontrou alternativas de legitimação em análises como a de Paul Byers quanto ao que a fotografia pode revelar ao olho do pesquisador especificamente treinado para isso, que outros documentos e registros não revelam. Como ele diz: "Há um vasto mundo visível, onde há informação não enxergada que pode ser acessível à fotografia". Cf. Paul Byers, "Still photography in the systematic recording and analysis of behavioral date", in Human Organization , v.23, n.1, Society for Applied Antropology, Ithaca, 1964, p.78. (Martins, José de Souza, Introdução, Nota de rodapé, pg.26). 

in Martins, José de Souza. Sociologia da Fotografia e da Imagem. 1 edição. São Paulo: Editora Contexto. 2009.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Ocultação e revelação












Mary Daniel Hobson
http://www.marydanielhobson.com/


A fotografia é um dos componentes do funcionamento dessa sociedade intensamente visual e intensamente dependente da imagem. Mas, obviamente, não é ela o melhor retrato da sociedade. É nessa perspectiva que se pode encontrar o elo entre a cotidianidade e a fotografia, a fotografia como representação social e memória do fragmentário, que é o modo próprio de ser da sociedade contemporânea. Mesmo que tenha tido uma origem difusa e funções inespecíficas, a fotografia vai se definindo, no contemporâneo, como suporte da necessidade de vínculos entre os momentos desencontrados do todo impossível, como documento da tensão entre a ocultação e revelação, tão característica da cotidianidade. (Martins, pg.36, 2009)


(Martins, José de Souza. Sociologia da Fotografia e da Imagem. 1 edição. São Paulo: Editora Contexto. 2009).