Mostrando postagens com marcador Susan Sontag. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Susan Sontag. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Tempo e espaço

A Bofetada, 1910
Homem tocando contrabaixo
Saudação, 1911
Máquina de escrever, 1911
"O surrealismo se situa no coração da atividade fotográfica: na própria criação de um mundo em duplicata, de uma realidade de segundo grau, mais rigorosa e mais dramática do que aquela percebida pela visão natural". Susan Sontag.


Sontag, Susan. Sobre fotografia. São Paulo: Cia das Letras. 2010.


(Fotos de Anton Giulio Bragaglia  http://it.wikipedia.org/wiki/Anton_Giulio_Bragaglia )

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Idealização













“Nas primeiras décadas da fotografia, esperava-se que as fotos fossem imagens idealizadas. Ainda é esse o objetivo da maioria dos fotógrafos amadores, para quem uma bela foto é a foto de algo belo, como uma mulher, um por-do-sol (...). As fotos de Arbus (...) (sugerem) um mundo em que todos são forasteiros, inapelavelmente isolados, imobilizados em identidades e relacionamentos mecânicos e estropiados. (...) A obra de Arbus é reativa — reativa contra o refinamento, contra aquilo que é aprovado." 


Sontag, Susan. Sobre fotografia. São Paulo: Cia das Letras. 2010.


Diane Arbus
http://pt.wikipedia.org/wiki/Diane_Arbus

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Pedaços do mundo










"Os atributos formais do estilo — questão central da pintura — são, no máximo, de importância secundária na fotografia, ao passo que aquilo que uma foto fotografa é sempre de importância capital. A suposição subjacente a todos os empregos da fotografia, a saber, que toda foto é um pedaço do mundo, significa que não sabemos como reagir a uma foto (se a imagem for visualmente ambigua, digamos, vista muito de perto ou muito de longe) antes de sabermos qual parte do mundo é aquela". (Susan Sontag, em Sobre fotografia.São Paulo: Cia das Letras. 2009). 


fotos de Eugene Edgerton
http://en.wikipedia.org/wiki/Harold_Eugene_Edgerton

Espelhamentos

















A fotografia, que tem tantos usos narcisistas, é também um poderoso instrumento para despersonalizar nossa relação com o mundo. Como um par de binóculos, sem um lado certo e outro errado, a câmera torna próximas, íntimas, coisas exóticas; e coisas familiares ela torna pequenas, abstratas, estranhas, muito distantes (Susan Sontag, em Sobre fotografia, São Paulo: Cia das Letras, 2009.). 


Robert Mapplethorpe
http://www.mapplethorpe.org/

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O errante voyeurístico









O fotógrafo é uma versão armada do solitário caminhante que perscruta, persegue, percorre o inferno urbano, o errante voyeurístico que descobre a cidade como uma paisagem de extremos voluptuosos. Adepto das alegrias da observação, connoisseur da empatia, o flâneur acha o mundo pitoresco. O flâneur não se sente atraído pelas realidades oficiais da cidade, mas sim por seus recantos escuros e sórdidos, suas populações abandonadas — uma realidade marginal por trás da fachada da vida burguesa que o fotógrafo "captura", como um detetive captura um criminoso. (Susan Sontag, Sobre fotografia).


Fotos de Jules Halász Brassaï ( http://en.wikipedia.org/wiki/Brassa%C3%AF )