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segunda-feira, 7 de março de 2011

Exaltação













Noah Kalina
http://www.noahkalina.com/



“Minha fórmula para a grandeza no ser humano é amor fati: nada querer diferente, seja para frente, seja para trás, seja em toda a eternidade. Não apenas suportar o necessário, muito menos ocultá-lo – todo idealismo é mentiroso diante do necessário – mas amá-lo”.

Nietzsche, F. Ecce homo (1908), in Kaufmann, W. Basic Writings of Nietzsche. New York, The Modern Library, 1968



quinta-feira, 3 de março de 2011

Limiares








Helena Almeida
http://portugalfoto.tripod.com/helenaalmeida.htm
http://forum.jokerartgallery.com/index.php?topic=75.0



"Tentar abrir um espaço, sair custe o que custar, é um sentimento muito forte nos meus trabalhos, Passou a ser uma questão de condenação e de sobrevivência. Sinto-me quase sempre no limiar onde esses dois espaços se encontram, esperam, hesitam e vibram. É uma tentação aí ficar e assistir ao meu próprio processo, vivendo um sonho com duas direções. Mas isso é intolerável e com urgência qualquer coisa se liberta em mim como se quisesse sair para a frente de mim própria.".
Helena Almeida

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Ícones visuais










Vik Muniz
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vik_Muniz
http://en.wikipedia.org/wiki/Vik_Muniz



O artista não pode copiar um gramado banhado de sol, mas pode sugeri-lo. Exatamente como fará, num caso ou em outro, é segredo seu, mas as poderosas palavras que tornam a mágica possível são do conhecimento de todos os artistas – ‘relações’. (Gombrich 1986: 31).

GOMBRICH, E. H. Arte e ilusão, um estudo da psicologia da representação pictórica. Trad. Raul de Sá Barbosa. São Paulo: Martins Fontes, 1986

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Reciprocidade real









Nick Turpin
http://www.nickturpin.com/


Hodiernamente, a imagem especular, como Baudrillard afirma:

[...] representa aqui simbolicamente o sentido dos nossos atos, que formam em redor de nós um mundo à nossa imagem. A transparência da nossa relação ao mundo exprime-se bastante bem pela relação inalterável do indivíduo ao respectivo reflexo no espelho: a fidelidade de semelhante reflexo testifica, de certa maneira, a reciprocidade real entre o mundo e nós. Simbolicamente, portanto, no caso de a imagem nos vir a faltar, é sinal de que o mundo se torna opaco e os nossos atos nos fogem – encontrando-nos então nós sem perspectiva sobre nós mesmos. Sem esta caução, deixa de haver identidade possível: torno-me outro em relação a mim próprio, estou alienado
(BAUDRILLARD, 1981).

Izzo, João Artur, Noosfera e Midiosfera: O Imaginário Humano e o Engenho da Mídia, disponível em http://www.bocc.uff.br/pag/bocc-noosfera-joao.pdf

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Noosfera












Erik Johansson
http://www.alltelleringet.com/



“A comunicação se concebe como um sistema de canais múltiplos, em que o autor social participa em todos os momentos, tanto se ele deseja, como se não: por seus gestos, seu olhar, seu silêncio e, inclusive, sua ausência. Em sua qualidade de membro de uma certa cultura, forma parte da comunicação, como o músico faz parte de uma orquestra. Porém, essa vasta orquestra cultural não tem diretor, nem partitura. Cada um toca colocando-se de acordo com o outro. Só um observador exterior, ou seja, um investigador da comunicação, pode elaborar progressivamente uma partitura escrita que, sem dúvida, se revelará altamente complexa”. Winkin, Yves. La Nueva Comunicacion.

Na comunicação, o conceito chave não é a informação. É o pertencimento, é o fazer parte de um ambiente, o que significa ser o ambiente. Eu sou o outro, o outro é eu. Todos os animais sociais, inclusive o animal humano, se comunicam. De junção de dois indivíduos se constitui um ambiente. Mas não precisamos necessariamente do outro. Podemos construir um ambiente imaginário, nosso. Essa competência comunicativa consigo próprio foi fundamental para a sobrevivência da espécie em muitos momentos da história.
O ambiente imaginário pode nos fazer adoecer. O ambiente imaginário, talvez também possa nos curar. Esse é o princípio da psicossomática. Muitas das competências que cabem às Ciências da Comunicação foram apropriadas pelas Ciências “Psi”. É hora de retomar essas competências.
O ambiente primário da comunicação é o corpo. E o ambiente imaginário – utilize ele qualquer recurso que seja – é real. Edgar Morin o denominou de “noosfera”. Mitos, ídolos, santos e outros seres imaginários são seres da noosfera. Têm existência própria. A Ciência da Comunicação funcionalista não entende esses processos, complexos. A questão fundamental da Comunicação é a antropofagia. Ao devorar o outro, me transformo no outro. É tautológico.

(resumo dos principais conceitos da aula inaugural de Norval Baitello Junior, disciplina “Ambientes Midiáticos e processos culturais”, tema “Ecologia da Comunicação e da Cultura”, no programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).