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domingo, 13 de março de 2011

Lost in time















Irina Werning
http://irinawerning.com/bio/bio/



"Estas escolas rurais na Cordilheira dos Andes da Argentina são os postos avançados da verdadeira fronteira: no distante canto noroeste do país está o lar dos Kollas indígenas. Os meninos e meninas que a frequentam estão isolados em suas comunidades e afastados da civilização urbana. Por meio de professores e livros têm uma visão imperfeita da remota cultura urbana. Para alguns, a emigração para as cidades é uma opção de futuro, mas para muitos o seu futuro está ligado à sua terra, suas famílias e suas rotas ancestrais. Futebol para meninos e cabelos longos para as meninas são símbolos de status, e substituem os bens de consumo que dominam a vida dos adolescentes nas cidades do mundo globalizado".

quinta-feira, 3 de março de 2011

Limiares








Helena Almeida
http://portugalfoto.tripod.com/helenaalmeida.htm
http://forum.jokerartgallery.com/index.php?topic=75.0



"Tentar abrir um espaço, sair custe o que custar, é um sentimento muito forte nos meus trabalhos, Passou a ser uma questão de condenação e de sobrevivência. Sinto-me quase sempre no limiar onde esses dois espaços se encontram, esperam, hesitam e vibram. É uma tentação aí ficar e assistir ao meu próprio processo, vivendo um sonho com duas direções. Mas isso é intolerável e com urgência qualquer coisa se liberta em mim como se quisesse sair para a frente de mim própria.".
Helena Almeida

terça-feira, 1 de março de 2011

Resíduos

















Alessandra Spranzi



Spranzi nasceu em 1962, em Milão, onde vive e trabalha. Ela começou a fotografar no início dos anos 1990. Executa projetos de fotografia e vídeo, cada vez com uma visão diferente, sobre a realidade alterada e o nosso espanto na frente a ela, com encenação ou remoção de pedaços de realidade do material de arquivo no qual atua. Tem participado de inúmeras exposições. Fez vários livros, incluindo Wild (ou aquele que é salvo), Coisas que Acontecem e O Caminho de Casa. É professora de fotografia na Nova Academia de Belas Artes e na Academia de Belas Artes de Brera, em Milão.

“Um signo” escreve Umberto Eco em A Theory of Semiotics, “é tudo o que se pode considerar que substitui significativamente outra coisa. A semiótica é em princípio a disciplina que estuda tudo o que se pode usar para mentir. Se algo não se pode usar para mentir, tão pouco se poderá usar o inverso: para dizer a verdade.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Encruzilhadas








Valerie Jouve
http://www.valeriejouve.com/


A encruzilhada é (...) o lugar de encontro com os outros, tanto exteriores como interiores. É um local privilegiado para as emboscadas: exige atenção e vigilância. E se nas encruzilhadas costuma estar tanto a tríplice Hécate quanto o Hermes psicopompo, é para indicar-nos que devemos escolher -- para nós e em nós -- entre o céu, a terra e os infernos. Na verdadeira aventura humana, a aventura interior, não encontramos senão a nos mesmos na encruzilhada: nossa esperança era a de uma resposta definitiva, mas diante de nós somente novos caminhos, ovos obstáculos, novas vias que se abrem. A encruzilhada não é um terminal, mas apenas um ponto de repouso ou de parada, um convite para que se vá mais além. Pára-se numa encruzilhada só quando se deseja atuar sobre os outros, para o bem ou para o mal, ou quando se constata a própria incapacidade de escolher por si mesmo: neste caso a encruzilhada passa a ser o o lugar da meditação e da espera, mas não da ação. No entanto, ela também é o lugar da esperança: o caminho seguido até aqui não  estava obstruído; cada nova encruzilhada oferece uma nova possibilidade de escolher o caminho certo. Com uma única ressalva: as escolhas são irreversíveis. (Chevalier, p.370).


Chevalier, J. Dicionário de Símbolos: mitos, sonhos, costumes, gestos, formas, figuras, cores e números. Rio de Janeiro: José Olympio. 1989.