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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Tempo e espaço

A Bofetada, 1910
Homem tocando contrabaixo
Saudação, 1911
Máquina de escrever, 1911
"O surrealismo se situa no coração da atividade fotográfica: na própria criação de um mundo em duplicata, de uma realidade de segundo grau, mais rigorosa e mais dramática do que aquela percebida pela visão natural". Susan Sontag.


Sontag, Susan. Sobre fotografia. São Paulo: Cia das Letras. 2010.


(Fotos de Anton Giulio Bragaglia  http://it.wikipedia.org/wiki/Anton_Giulio_Bragaglia )

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Gula























Fotos de Edward Burtynsky
http://www.edwardburtynsky.com/


O homem devora tudo. Devora a superfície e as entranhas da terra. Devora, psicologicamente, suas próprias entranhas. Devora, hegelianamente, seu próprio passado. Devora, pela ciência, o seu próprio futuro. Devora, pelo espírito, não somente tudo o que é, mas também tudo o que é possível. A sua gula é insaciável. Quanto mais devora, mais e mais depressa precisa devorar.
(...)
O homem devora, por exemplo, a natureza. Primeiro põe a natureza na boca: apreende a natureza. Segundo, engole a natureza: compreende a natureza. Terceiro, digere a natureza: subjuga a natureza. Quarto, expele os detritos da natureza apreendida, compreendia e subjugada: evacua instrumentos (...) A gula humana transforma a natureza progressivamente no excremento humano chamado "parque industrial". Mas a gula não para neste ponto. Volta-se contra o próprio parque industrial para devorá-lo.


Vilém Flusser, in Baitello, Norval. A serpente, a maçã e o holograma. Esboços para uma teoria da mídia. São Paulo: Paulus. 2010.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Efêmero







Alberto Bitar



Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo dia.
No amor.
Na tristeza
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo. (...)

Cecília Meireles, em Tu tens um medo

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Brilho



















Cassio Vasconcellos
http://www.cassiovasconcellos.com.br/cassio.html


"Desde sempre a expressão fotográfica instaurou novos parâmetros estéticos. Na intencionalidade em fotografar, pode-se vislumbrar muitas respostas para isso. Assim, nunca fomos ou seremos onipotentes ao fazer fotográfico. A profusão desta linguagem (seja ela artística, documental ou fotojornalística) revela-se ao transcodificar os signos e convertê-los em algo imperceptível na realidade, reconduzindo esta mesma realidade para o plano imaginário do irreal, improvável e desconcertante. Será nessa nova perspectiva que nos encontraremos. Certo está o fotógrafo Duane Michals quando disse: Eu sou um reflexo fotografando outros reflexos com seus reflexos… Fotografar a realidade é fotografar o nada".

Quintas, Geórgia. O que mais fotografar? Consultado em 14 de fevereiro de 2011, em

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Propositalmente velada por exposição excessiva





Man Ray  ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Man_Ray )


"É da natureza dos objetos de arte preservar, mesmo depois de concluídos, o seu destino de hipótese".
 CALDAS, Valtércio. Notas, ( ) etc. São Paulo: Gabinete de Arte Rachel Arnaud. 2006. pg.81